A saída prematura do Euro não surpreende e apenas entristece aqueles que contavam com a selecção para poderem obter alguma satisfação pessoal e para poder, por via dos sucessos desta, sentir o doce gosto da vitória. No entanto, a verdade é que quer antes, quer depois de Scolari a selecção principal nada ganhou... E, pior do que isso, perdeu mesmo uma final organizada em sua própria casa, nas humilhantes circunstâncias que infelizmente todos conhecemos e vivemos (feito até então apenas ao alcance do pequeno e restrito universo sportinguista)... Razão tinha "Luiz" Fernandez, esse grande treinador, quando, depois de perder na segunda eliminatória referiu que, se for para ir à final e perder, então mais vale ficar pelo caminho mais cedo e nem se cansar. É que para além do desgaste físico temos igualmente o desgaste psicológico, não dos jogadores, mas de todos nós, portugueses, que não se importaram de entrar mais cedo ao trabalho para poder ver o jogo da "grande selecção" ou, como outros, não se importaram de madrugar, acordando às 4 da tarde apenas para se prepararem para assitir, entre outros, ao Portugal - Rep. Checa. Mas a verdade é que o Scolari nunca foi para além disso, nunca passando de um hábil criador de ilusão sustentada na esperança e na energia positiva que era transmitida pelos portugueses (e também, diga-se, pela Nereida - não há maiores energias positivas do que aquelas!...).Resta-me o consolo e a alegria de ter o Grande Porto, verdadeira glória nacional, a jogar a tão desejada Liga dos Campeões, tão gostosa participação sobretudo depois termos tido uma equipazeca da segunda circular a disputar a terceira pré-eliminatória durante... uma semana!









